Contaminação óleo de peixe - Veg Nutrition

Contaminação óleo de peixe

Uma das grandes diferenças entre as fontes de ômega 3 encapsuladas é o risco de contaminação por substâncias potencialmente nocivas. Enquanto o óleo de peixe pode apresentar riscos, principalmente de contaminação por metais pesados, o óleo de alga é muito mais seguro, por ser produzido em ambientes controlados livres de contaminantes.

Metais pesados podem estar presentes no meio ambiente devido a condutas inadequadas (por exemplo, uso de produtos químicos por indústrias e descarte inapropriado de contaminantes) e são substâncias que conseguem ultrapassar as membranas celulares e se armazenar dentro do organismo por não serem solúveis em água. Dessa forma, se acumulam nos organismos vivos e consequentemente se ampliam em quantidade ao decorrer da cadeia alimentar, processo conhecido como bioacumulação. A presença de mercúrio no organismo pode gerar intoxicação e prejudicar o sistema nervoso, rins e fígado. Casos de intoxicação por mercúrio são comuns em países com elevado consumo de pescados.

Além do risco de contaminação por metais pesados, existe a possibilidade de a gordura dos peixes apresentar diotoxinas e PCBs, que também são substâncias bioacumulativas e biomagnificadas, ou seja, se acumulam no organismo vivo e se magnificam ao decorrer da cadeia alimentar. Eles são compostos clorados e estão no ambiente devido a ações humanas, visto que são produtos utilizados pelas indústrias e muitas vezes mal descartados, chegando aos lençóis freáticos e consequentemente à rios, lagos e oceanos. Ademais, essas substâncias não são solúveis em meio aquoso, impossibilitando sua degradação ao chegar nos oceanos e facilitando seu acúmulo nas células vivas. Por conta do princípio da bioacumulação, os peixes carnívoros apresentam um risco ainda maior de apresentarem substâncias tóxicas em seu organismo. 

Outra preocupação em utilizar o óleo de peixe como suplementação de ômega 3 é em relação à contaminação por microplásticos, isso porque o consumo humano de plástico é cada vez mais excessivo e grande parte das vezes o seu descarte é inadequado, levando resíduos para o meio ambiente. Esses resíduos demoram séculos para se degradarem e ao longo do tempo acabam produzindo mini partículas de plástico que vão parar nos oceanos, afetando toda a vida marinha. Dessa forma, o consumo e a utilização de peixes apresenta riso de contaminação por microplásticos.

Como as algas são do primeiro nível trófico da cadeia alimentar por produzirem seu próprio alimento, seu riso de contaminação é reduzido para todas as substâncias destacadas, diferente dos peixes. No caso do suplemento de óleo de microalgas, o seu cultivo em tanques de fermentação com ambiente controlado faz com o produto final seja naturalmente livre desses contaminantes, sendo mais seguro para o consumo.

 

 

[1] Ministério da Saúde [homepage na internet]. Vigilância em saúde. Efeitos à saúde humana. Brasília, DF: Ministério da Saúde; [data desconhecida]. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigipeq/contaminantes-quimicos/mercurio/efeitos-a-saude-humana.

[2] DURAL, M.; GÖKSU, M. Z. L.; ÖZAK, A. A. Investigation of heavy metal levels in economically important fish species captured from the Tuzla lagoon. Food Chemestry, Amsterdam, n. 102, p. 415-421, 2007.

[3] KRIS-ETHERTON, P. M.; HARRIS, W. S.; APPEL, L. J. Fish comsumption, fish oil, omega-3 fattty acids and cardiovascular disease. Circulation, Dallas, v. 106, n. 21, p. 2747-57, 2001.

[4] OLIVEIRA RIBEIRO, C.A.; PELLETIER, E.; PFEIFFER, W.C. & ROULEAU, C. 2000. Comparative uptake, bioaccumulation, and gill damages of inorganic mercury in tropical and Nordic freshwater fish. Environmental Research, 83: 286-292.

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